uma nova fase com formas e normas apenas renovadas,
como uma página nova, em branco, para recomeçar a reescrever
a mesma história, dando uma continuidade que pareça ser outra
continuação para outro percurso na direção que a vida tomou...
conseguir superar as dores e ver cores novas retocando o desejo
de continuar seguindo um caminho traçado por um destino invadido
e quiçá, modificado, deturpado, ludibriado e vencido...
tem que haver qualquer esperança de que ainda é válida a vida.
Revalidar a vida e seus dias contados e engolidos para dentro
do irreversível, mesmo sabendo que a esperança não tem poder
quando a sombra da morte torna-se luz, e apaga a vida.
vida...
cala dentro de mim.
gritam dentro de mim dores inaudíveis e inexplicáveis
aqui fora...
idas e vindas da vida, e tudo o que posso fazer é esperar que aconteça
algo de bom que cure a minha alma, assim, tão exposta...
tenho apenas alguns sonhos distantes e um sonho impossível.
quase nada há de realizável à minha frente, ao meu alcance.
estou falida, mas ainda não inválida, e isso já é uma porta
para que a tal esperança vença a desgraça e traga a mim, de volta
o que perdi de estabilidade emocional, e eu possa deveras, olhar
para trás e sorrir, e voltar a sorrir da vida, como se ela fosse apenas
uma grande aventura antes das luzes se apagarem.
estou sem vida, apenas viva o suficiente para que a grande luz não
chegue e me apague.
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